Um jeito de não sentir a irredutível dor.
E os meus dias passam devagar.Como se eu nem fizesse questão de vive-los.Como se a minha emoção tivesse simplesmente acabado.Como se as lágrimas não conhecessem mais o caminho dos meus olhos.Como se eu estivesse me protegendo de propósito.Como se eu tivesse simplesmente criado anticorpus, simplesmente para não senti-lo mais.Como se eu sonhasse acordada.Como se eu soubesse viver para não sentir dor.Prendendo o meu choro, prendendo minhas emoções ainda existentes no meu peito.E quando eu penso que poderia ser ou não diferente, faço de tudo para definitivamente não pensar.Porque pensar seria no minimo me angustiar.E dores não necessitam abitar meu ser.O rancor que me invadia hoje me faz indiferente.Me faz ser de uma maneira que não saberia ser se não tivesse passado por todas as coisas que já passei ou que ainda vou passar.É como se todas as vezes que pensei que só eu poderia faze-lo feliz estivessem se esgotando em devaneios.A felicidade me ronda, as mentiras me provocam, os sonhos não encontram mais minha mente, as músicas soam como sinos e a minha vida se transforma.Muda como se eu estivesse em plena metamorfose.Como se o meu casulo não fosse mais meu lugar.Como se o mundo me esperasse para ser o que quero e o que posso.Sonhando com um mundo melhor e com uma vida bonita.E os segredos que me afetam, literalmente fugissem dos meus pensamentos.
6 Comments:
(Para: Gustavo Oliviere.)
E o mais intrigante é não lhe conhecer, é saber que você lê tudo e não poder te agradecer, pelos comentários, apoios e visões de vida.
Obrigada sinceramente, por simplemente me deixar entar na sua vida com meus textos e saber que em algum lugar alguém vai lê-los e me dá conselhos por mais que essa pessoas nem ao menos me conheça, ou me veja.
É muito bom saber que existe uma pessoinha que a cada dia se torna importante mesmo sem ser conhecida.
São artigos, textos que me enfrentam depois de escritos como se me cobrassem o que devria ou não pensar.
Prazer, Érika Canavarro...
Logo que eu montei o blog não tinha noção de que poderia fazer amigos por ele.E não sabia que alguém iria ler e me ajudar a entender coisas que na verdade mem são tão importantes ou dramáticas mas que na maioria das vezes me aflinge.
Grata.
(Cara... Se eu causo tudo isso, estou até com medo de escrever...)
É engraçado fazer amigos pela internet.
Aos 17 anos de idade eu brincava de playmobil... Mas as meninas sempre são mais... maduras. Adultas, do que os rapazes.
Não se assustem comigo, moças. Tenho vinte e nove anos na cara.
Um de meus melhores amigos, aqui, no Rio, tem 17 anos, e me dá mais toques do que qualquer pessoa poderia dar a alguém. Fico abismado.
E conheci, 'inda outro dia, uma menina de 12 anos que conversava comigo, com inteligência, e pensei... "eu poderia ser pai dessa menina..." Chocado, me senti velho.
É a vida: metamorfose. Mudança.
E, quer saber?... Por pior que pareça, a vida é boa.
A coragem é difícil.
Pra todo mundo.
Mas com coragem, a vida é boa.
Guga,
Rio
(Para Dafne)
Dafne,
Agora eu que tenho que te agradecer, e farei isso aqui, no blog da Erika, porque foi por causa dela que te conheci.
Quando uma pessoa deseja muito e está transbordante de capacidade e de simplicidade para ensinar, essa pessoa consegue.
Consegui fazer umas melhorias no meu blog, graças a você!
Sou obrigado para contigo!
Se eu puder fazer alguma coisa por você, me avise!
(&, posso pôr link do seu blog no meu?...)
Guga,
Rio
g.olivieri@bol.com.br
Amo tu...
Fazer o que hoje?
Uau!, é sempre legal mudar o visual!
Bom ver que vc tirou o luto...
:^)
Guga
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