quarta-feira, julho 26, 2006

O só, só.

O caminho que lhe dei de presente, o mesmo que dizer, o caminho que era meu, e que agora lhe dou, para enfim, haver um compartilhamento.

Como já compartilhei de tudo, que ainda me deixa respirar.


O céu, a neblina.
O escuro que faz o céu, uma vez no ano, me faz querer dormir e me esconder.
Á procura de mentiras que demonstram necessidade.
Á espera de respostas sem motivos.

Nós te esperamos.
Um fora e outro dentro.


E no dia que acontecer?O mundo se torna normal.

A menina-bonita se desfaz á cada tempo, e a cada sentimento fulgáz.

O frisson, o amor, que lhe dou, o enfim, amor amado.

Escutando o barulho do nada, ela sentou e tentou ler, "O Homem sem alma", e de nada, adiantou.
Na verdade, até poderia se identificar em alguns momentos com o título do livro.
Fazendo o amor surgir, e ir embora.
Deitada e sentada, tentando ler, a mente muito ocupada com ele, a segunda mente também muito ocupada, lhe fazia vazia, no quarto estranho, na cama estranha, ela só o desejava.

Longe da realidade, ela entrava em outro mundo que por incrível, ainda nem conhecia.A Outra lhe levara lá, e lhe mostrava o escuro de uma noite cheia de estrelas.O escuro dela mesma.
Que agora só lhe fazia um bem enorme.

A vontade de não ser mais a doce, feliz, alegre e divertida lhe mostrava um outro caminho que apenas, já conhecia.
O Caminho, dessa vez, sem volta, o caminho das trevas internas.

Onde as suas amigas fadas, não conheciam.
O só, o literalmente só.
Não o só acompanhada, ou o só com ele, ou com ela, ou o só em casa, ou o só na rua, não, o só, o simples e triste só.
O só que lhe fazia mau e lhe dava vontade de ficar ali, no cantinho escuro e não se entregar mais á ninguém.
E dessa vez, nem o amor que sentia por ele, poderia lhe ajudar.
Aquela briga era só dela.
E mais uma vez, o só surgia e lhe dizia que não era como qualquer outro só, era o só, o sozinho dela.

Tentava ver através da janela e só via, o seu rosto refletido no vidro.Tentaria pensar em coisas boas e não conseguia, tentava lembrar da outra face, e ainda assim não conseguia.
Pensou forte, em o quanto era feliz.
E aí, a pergunta que quebraria a corrente da felicidade reinou no ar:"Felicidade, tens mesmo o poder de te-la?"
Confusão, na certa.
Ela caí no chão e tenta se desvincular da matéria que ainda lhe faz pesada.
E não consegue...

Briga interna se torna externa e lhe faz chorar.
As pessoas que amam, não choram por dúvida.
As pessoas que amam, simplesmente amam.
E é só.

O só, o só, que lhe faz acompanhar seus próprios suspiros.

Levantada de mais uma queda, quase que sem volta.
É, ainda não foi dessa vez que conseguiram derruba-la.
O forte, o mais forte que á habita, se chama desejo, um desejo que lhe faz caminhar, com vontade, de ser feliz.

Se ela tinha a felicidade?Com certeza, se não, nem levantar mais, poderia.






E mais um, mais um texto sem fim, não?
É, é porque o fim deles, ainda não aconteceu.
O dia que o fim for entendido, o fim chegará e baterá na porta.
Com ou sem motivos.

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