sábado, julho 22, 2006

Só mais uma, das mil e uma.

E mais uma madrugada, e mais uma em claro, apenas pensando em ti.


E as minhas noites bem dormidas com sonhos transparentes, onde estão?
As letras na mente comportando-se como jovens quase adultos, que te mostram a intensidade de um som.
Os olhos abrindo e fechando como cortinas em dias de chuva, e mais uma vez, a tua face.
Os pontos do quarto ficam verdes, os teus olhos encontram o meu e a vida, uma antiga, uma só.
E ainda como amigos, uma conversa, que alegram tardes e noites mostrando mais um motivo para a vida á dois.
O motivo atual.
O motivo antigo.
O motivo que nos motiva.

E a vida que ainda nos espera.
Os sonhos me completam e viram-se, com perguntas que me fazem admirar o luar.
A lua que me faz, te encontrar.
Os barulhos na porta e de um respirar que te chama ao fogo.
Uma menina, uma mulher.
Uma parte e a outra composta.
A vida que eu pedi?É, isso, só isso.

Unanimidade profunda.
Cópia bem-aventurada.

Uma mulher que grita e pulsa dentro de mim.
Uma menina que vive e brinca por aqui, por fora.

A única que entende.
A única que não entende.

O amor que vive por mim.
O viver por amor.

A agulha que fere até mais que o peso e o corte.
Que corta e faz marcar lá no profundo, da alma.

A vida que anima.
A vida que mata.


Uma pergunta para dez respostas.
Dez respostas para uma pergunta.

Contagem para viver e para morrer.

Sorte?
Azar?

O que seria?
O que não seria?
Daqui, de fora e dentro, sem a tua vida, dentro e fora de mim?

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