Não é assim.
O quanto ela pensou.O quanto ela entendeu.
O quanto ela clareou.
O quanto ela escureceu.
O motivo de mais um dia de vida, ou sem vida, lhe olhava com os olhos cheios de lágrimas.Lágrimas vindas do fim de um sorriso, agora, não visto mais.
O dia nascia como qualquer outro.
Como qualquer outro, útil ou inútil.
O levantar era fácil, a demora se dava ao acordar.
O banho frio resolveria qualquer assunto, monólogo, ou insegurança.
Mais uma dia, mais uma vez, mais e mais horas sem fim.
O caminho longo lhe traria a felicidade momentânea, ou não.
O caminho longo, cortado.
A volta pra casa, pro quarto escuro, ou claro, só poderia ser a solução.
A porta lhe identificava como se já houvesse espera à longos anos.
A janela fechada, trancada sem pássaros ao redor.
A luz no rosto, o sol no rosto.
Pra quê o sol está alí, agora?
A meditação?Não adiantava mais.
A velha e impaciênte estava de volta.
Com toda a garra de anos atrás.
Ela tinha raiva, ódio, ciúme, seja lá o que os sentimentos humanos explicam, ou descrevem.
A utopia da felicidade montava-se em quebra-cabeça, no mesmo momento em que ele juntava o lixo do chão.
Arredava roupas, e sentava ereta em frente à cama.
Contava até mil e tentava não pensar na raiva que agora, tomava corpo humano.
Batia em si mesma e ao mesmo tempo, sentia-se fraca.
Pra quê continuar essa guerra?
Será que ela ainda era mais forte?
Ou agora sim, poderia dár-se por vencida?
O que ela poderia querer da vida?
O sol foi se afastando, ela nem ao menos percebia.
A lua,"redonda lua", como diria o poeta, ia chegando e tomando seu lugar eterno.
Será que existia alguém que sentia a mesma coisa que ela?
Naquele momento...
O que menos importava era aquele momento.
Ela se despedira dele pra nunca mais sentir o que sentia.
Ela rezava baixo, pedindo a felicidade por mais alguns instântes.
Só por mais alguns momentos, pera enfim, poder despedir-se da mesma.
Ela à odiava.
Mas vivia como se não o fosse.
Ela não à odiava.
Na verdade, agora, não havia mais a menor, ou até maior importância.
O que queria, por incrível, era a solidão.
O despertar daquilo foi ao barulho do portão.
Ela levantou-se e foi tomar banho.
Aquilo?
Um sonho.
Ou um pesadelo.
E lá se foi, para mais um dia daqueles...

15 Comments:
Lindo e triste texto.
Como todos os maravilhosos que escreves.
Adimiro.
perfeito, não dá para não ler mais de uma vez.
Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhh amigah, tah lindo mesmo, oh.
Sua chatah que não me liga mais.
montra.
como os de sempre não? Dona Érika?
Direito foi uma boa escolha sim.
Mas jornalismo seria perfeito.
nós, amamos ler o que sempre escreves, é como se fosse uma alavanca para nos fazer pensar na nossa vida.
poucos escritores conseguem isso.
sumidaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa chata.
porra, te manca, cacete, tu é doida?????
taverna sente muuuuuuuuuuuuuuito a tauh falta.
teu tenis cano longo cor de rosa, é o melhor, e o único que anda por lá.
afinal, quem era a doida, que ia toooooda de preto com um all star cano longo PINK?
kkkkkkkkkkkkk.
Saudades também. :)
quando vai por lah ????
o texto é perfeito.
divino.
como tudo o que sai da ponta dos seus dedinhos.
belezoca, amante, marida, sumida.
vou é te trair.
artigo, narrativa, sei lá como você chama, liiiiindo.
amiga, muitas saudades, disque meu namorado tava perguntando de ti.
temos que conhcer nossos respectivos namorados, hein?
eu não conheço o seu e você não conhece o meu.
mal eles sabem, né?
que somos maridas.
kKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Poxa, contaste nosso segredo.
HAIUhauIAHUIahuiHAUIhaUIAHI
Tinha que ser tu, né?
Bluhcááááá amada.
lindo, lindo texto.
você mesmo que escreve, nossa.
Não te esquece que sempre eu estarei aí, ou aqui, contigo.
Sempre.
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