E foi assim, como foi, assim.
Há dias, em que o estômago, se nutre de borboletas a voar pelo mesmo.A vontade de sair por aí, sem olhar os carros, cantando, sentindo a brisa correr pelo corpo, como água, no banho.Os pés, nos convidam, os olhos se animam por pura ilusão e os braços se chocam com o ritmo da música.Era assim, é assim, que ela sente.
O ontem, rima com o hoje.Ah!Rima sim, rima sim!E ela lembra dos diálogos, dos beijos, dos olhares, das provocações, das gargalhadas, das lágrimas e das dúvidas.
Ela prometeu não pensar mais, apagar dos olhos a vontade da felicidade eterna.Mas com ele, tudo era diferente.
Lembrava-se das primeiras vezes que eram, casal.E logo, logo, o queria, na hora, para olhar e amar.
- Você acha que é?
- Ora, claro que é.
- M-mas, você acha que sim?
- Ah!Mas é você quem disse que sim.
- Não, não.
- Foi sim!
- Não me lembro disso!
- É, pois é, mas foi.
- Acha, que, amar é o certo?
- Se acho?Tenho certeza, ora.
- Mas e se depois...
- O depois não existe.
- Ah não?
- Não, não.
- Bom, sendo assim...Mas sabe, é claro que existe o depois, ora, sim, ah!sim!
- Quem lhe disse?
- Ué, ninguém, eu vivo o antes o agora, e o depois.
- Mas que coisa clichê, não concorda?
- Não mude de assunto!
- Mas é claro que o depois não existe.
- Existe sim.
- Huuum, acredite no que lhe apetece, ok?
- O depois não me apetece, mas o fato de que existe sim!
- E quem lhe garante que o depois não irá lhe apetecer?
- Ah!Quer saber?
- Sim, claro.
- Vá procurar o que fazer e me deixe aqui, lendo meu livro.
- Nossa, sua educação é formidável.
- Ah não se faça de vítima, foi você que começou...
- Ok, ok, sendo assim, já me vou.
- Já não era sem tempo.
E a segunda mente se foi.

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