quinta-feira, agosto 31, 2006

Desbotado no Colorido.

Vontades, hein?

Vontade de largar tudo de mão, de reunir as roupas mais claras dentro da mochila azul com chaveiro de macaco, em cinco cores diferentes, dizer "até mais", entrar no fusca vermelho e seguir estrada à fora.

Totalmente só, sem ninguém pra policiar ou lembrar que você tem que fazer alguma coisa.Sem ninguém pra me ouvir cantar, colocar o som no mais alto volume, cabeça pra fora da janela, sentindo o vento e cantando qualquer música errado.Tipo aqueles filmes americanos, sabe?Sem destino, rumo, com dinheiro no bolso e uma estrela à brilhar.

Poder dormir, sem ninguém do lado, no meio da estrada com a lua no nariz.Poder se jogar na primeira lagoa que vir pela frente, brincar como criança e chorar sem medo de perceberem.

Entrar no carro e parar numa cidadezinha bonita, com flores nas janelas dos quartos da pousada e comprar discos de vinil.Livros e mais livros à borda da piscina azul com um brilho de fuga.Encontrar senhoras e senhores de mãos dadas, com sorrisos estampados só esperando alguém para contar suas histórias e aventuras de vida.

Sentar numa sorveteria e pedir dez sabores de sorvete diferentes, tomar tudo e depois deitar no banco de trás, sem nem poder respirar.E depois, voltar, para casa, para a rotina, para a felicidade urbana.



É, mas podem acreditar, no dia que eu aprender a dirigir (se é, que isso um dia vai acontecer) eu vou, vou sim.Estrada à fora, rosa presa no cabelo, e cara de ontem.
Ah, vou sim...

Sem telefones ou internet.

Sem Érika ou Érika.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Alheio.

Apenas feche os olhos e tente imaginar no que eu estou pensando.

E assim, te emprestarei um pouco de toda essa minha felicidade.

terça-feira, agosto 29, 2006

A Foto Amarelada.

Eu queria, o hoje, no hoje, era só o que eu queria.Poder entrar naquilo que ainda me faz assustada e descobrir se é certo ou não.

Foi como se eu precisasse daquilo.

Deitada no chão, sentindo o vento nas pernas e nos cabelos, cabeça no travesseiro e o resto do corpo em um mix, de chão, madeira, e frio.Chorando sem motivo.Sem motivo algum, chorando por chorar.Lavando a alma, como diria meu tio.Chorando por nada nem ninguém, nem por ele, nem por ela, nem por eles e muito menos por elas.Chorando por mim.Por mim mesma e pelas amigas Fadas, que sei, estavam ali, olhando e acompanhando.

A felicidade também tem direito de chorar.

Foi quando, por instinto, sentei, olhei para o teto, pedindo piedade, mas nada foi feito.Abri a porta do armário, e aí sim, encontrei todos os meus brinquedos.Limpei o rosto da nostalgia, e mergulhei ainda mais na mesma.Bonecas, jogos, cartas de amor, poemas de criança, roupas de Barbie, ursos de pelúcia e uma foto.

Uma foto que à tempos, não via, e que na verdade, nem lembrava que existia.Foto da colação de ABC, fazendo birra, com a cara de quem queria estar fazendo tudo, menos ali, tirando foto.No meio do meu pai e da minha tia.Era só o que eu precisava para querer voltar no tempo e largar tudo isso, apesar de, me fazer tão bem, o hoje.

As lágrimas rolavam com facilidade e caíam na minha perna, os desejos de criança, surgiam como por mágica de novo, na minha cabeça.E eu só queria poder entrar na foto e voltar a ter seis anos.Quem nunca quis voltar a ser criança?Eu sempre quero.Mas ontem, especialmente ontem, eu quis mais.

E pensei, lembrei do que o papai me dizia naqueles dias, lembrei que foi naquele ano que a mamãe foi embora, e me levou junto.E ah!Tem momentos que eu até penso que seria melhor se não tivessem ido me buscar lá.Uma mãe tem direito de estar com sua filha e ninguém pode mudar isso.Talvez, se eu tivesse ficado por lá...Não seria o que sou, mas teria sido mais feliz.

Mais feliz do que hoje?
Não, mais feliz do que ontem.

Apesar, de na época ela não ter nenhuma condição de cuidar e arcar com custos, acho que minha infâcia teria sido melhor.Não teria tantos brinquedos caros, tantos livros de qualidade e tantos CDs de histórias narradas pelo Tony Ramos.Não, não é nenhum tipo de reclamação.Mas uma criança precisa estar livre, precisa de espaço, de companhia da mesma idade, e de preferência que essas amigas, não sejam aquelas que teu pai te obrigava a brincar por serem as filhas do chefe.

Lá não, com a mamãe era diferente, eu não tinha tudo o que tive, mas tinha a felicidade que uma criança precisa ter.Na época, ela acordava antes das cinco, e eu acordava junto, ia para o comercio abrir a lanchonete que tinha, e eu lá, ajudando, muitas das vezes, recebendo dinheiro no caixa, mas estava lá.E de tarde, ela me deixava correr por tudo aquilo alí, e não havia uma viva alma, que não me conhecesse.As meninas estavam sempre comigo, não as filhas do chefe, mas as minha amigas, que hoje já tem filhos, marido e emprego, mas que contribuiam para um dia feliz.

Crianças.Só crianças.Não estou reclamando, não, não.Sei que se não fosse meu pai, minha avó, principalmente, eu não seria nem metade do que sou, e estaria lá, como as minhas amigas, com filhos aos 17 anos, e marido em casa.Agradeço, muito à ela, minha avó.Porque de qualquer modo ela lutou por mim.Mas ás vezes, eu acho que se tivesse continuado lá, não teria tido a metade dos problemas que tive.

Mas agradeço, muito.Porque se hoje, sou tudo isso, é porque ela acreditou em mim.

Hoje talvez, eu tivesse certos atritos com minha mãe se morasse com ela.E que ela realmente fosse minha mãe e fizesse o tal papel.Quando à vejo, é mais fácil ela ser minha amiga, do que mãe.Condições hoje ela tem de sobra, graças a Deus, de continuar minha criação.Mas não sei se quero.Ontem foi mais um dia de dúvida, não quero e não há, nada que me faça ir morar lá, não agora...

Quem sabe, talvez, um dia.

Quando eu não precisar mais de criação, e tenha que dá criação à alguém.

Mas eu fui feliz.Feliz corretamente, como essa meninas educada à rigor, em Belém e feliz como uma criança que brinca na rua só de calcinha, em Fortaleza.

Que vontade de voltar no tempo.

E fazer tudo, exatamente tudo, de novo.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Amarela, vermelha, lilás, azul, verde e branca.

É como sentir o vento na cara, e a onda bater nas pernas.O céu azul, propondo romance.O sol, queimando de ciúmes e o sorriso bonito, da menina, no rosto.

Querendo voar só pra ficar ao teu lado.Querendo cantar até a garganta não aguentar mais.Gargalhar até a barriga doer e cair no chão, só te olhando.

Pegar na tua mão, como pela primeira vez, e rir escondido.Sentir a vontade e o medo se misturarem como leite e chocolate.

Doença do coração que vem para o bem.Olhos brilhando e querendo sempre mais.

Menina-Morena-Menina.

Nova e antiga, sentimentos à flor da pele.A boca seca, te olhando e suspirando desejo.

A música no ar, e o corpo girando sem rumo.

Dançando ao som do rock da década de 60, olhos e mãos girando ao tom médio.

Te olhando e podendo te sentir.

Olhos convidando ao novo, e ao velho.

O som, o amor, a mulher e a rosa lilás.




E agora?
Não, a razão está no olhar e sentir, e não, no entender.

Grata.


(Put Your Records On - Corinne Bailey Rae.(Exelente.)

sexta-feira, agosto 25, 2006

Sonhos realistas no Mundo do Faz de Conta.

E aquela menina que ele desejou ela fosse?
E o carinho que ela tinha por ele?

O mundo muda, com formas e cores diferentes à cada manhã de frio ou não, em cada dia do ano, em cada dia da semana do mês e principalmente à cada hora.O bem se torna o mal, o redondo, quadrado, o escuro, claro, a vida em morte.A vida em vida, só, para ser vivida.Os anos passam e a construção da vida que queríamos vai para longe, muito longe, ou muito perto.O odor da felicidade, as borboletas no estômago, o olhar de criança, tudo clichê.Tudo palavras para agradar, pensamentos utópicos, coloridos na infância, preto e branco no resto da vida.

Por que, se deseja tanto ser algo, alguém, e quando se coloca os pés não chão, se pensa, se sabe, que aquilo foi só um sonho?E se é sonho, por que alimentamos o mesmo?Com idéias e planos.O bom do sonho, é que você sabe que pode sempre acordar, que a qualquer momento pode mudar de idéia, porque na verdade, foi só um sonho.Desistir, ou ir adiante, paralelas mortas pelo dia-à-dia.O sonhar, se faz quando pequeno, o fazer o que podemos, se faz logo depois.

O dia em que sonho e veneno, estiverem um diante do outro, saberíamos, que na realidade, não basta sonhar, e que um se alimenta do outro.
Não basta querer.
Todos sonham.
Todos querem.

O mais importante em sonho, é que ao contrário de mim, existe inúmeras pessoas que sonham, e que irão conseguir.Não só sonham, não só querem.Mas serão.Admiro-as, demasiadamente, olho com vontade, mas ainda não conseguiria, ás vezes me acho muito criança pra certo tipos de sonhos, ou ás vezes me acho muito adulta pra certos tipos de sonhos.

Tanto faz, pra mim, tanto faz.

Felicidade sim, me importa, e ela eu sei que tenho, principalmente a sete meses, a esse tempo, eu sei que ela está comigo, dia e noite, acorda e dorme do meu lado.Mas os meus sonhos não.Eles dormem ás vezes do meu lado, e no outro dia, sabe-se lá, por onde andam.

Mas eu sei que um dia vou transformar pelo menos um, dos meus milhares de sonhos em realidade, e sei, que vai ser com ele do meu lado.



P.S:Amor, cê sabe que pode contar comigo pra tudo, né?E que a gente vai passar por essa fase mais juntos do que sempre.Confio em você, e sei, que com certeza cê vai conseguir.

Você tá acima desse vestibular.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Não é assim.

O quanto ela pensou.
O quanto ela entendeu.
O quanto ela clareou.
O quanto ela escureceu.

O motivo de mais um dia de vida, ou sem vida, lhe olhava com os olhos cheios de lágrimas.Lágrimas vindas do fim de um sorriso, agora, não visto mais.
O dia nascia como qualquer outro.
Como qualquer outro, útil ou inútil.

O levantar era fácil, a demora se dava ao acordar.
O banho frio resolveria qualquer assunto, monólogo, ou insegurança.
Mais uma dia, mais uma vez, mais e mais horas sem fim.
O caminho longo lhe traria a felicidade momentânea, ou não.

O caminho longo, cortado.
A volta pra casa, pro quarto escuro, ou claro, só poderia ser a solução.
A porta lhe identificava como se já houvesse espera à longos anos.
A janela fechada, trancada sem pássaros ao redor.
A luz no rosto, o sol no rosto.
Pra quê o sol está alí, agora?

A meditação?Não adiantava mais.
A velha e impaciênte estava de volta.
Com toda a garra de anos atrás.
Ela tinha raiva, ódio, ciúme, seja lá o que os sentimentos humanos explicam, ou descrevem.
A utopia da felicidade montava-se em quebra-cabeça, no mesmo momento em que ele juntava o lixo do chão.
Arredava roupas, e sentava ereta em frente à cama.
Contava até mil e tentava não pensar na raiva que agora, tomava corpo humano.
Batia em si mesma e ao mesmo tempo, sentia-se fraca.
Pra quê continuar essa guerra?
Será que ela ainda era mais forte?
Ou agora sim, poderia dár-se por vencida?
O que ela poderia querer da vida?

O sol foi se afastando, ela nem ao menos percebia.
A lua,"redonda lua", como diria o poeta, ia chegando e tomando seu lugar eterno.
Será que existia alguém que sentia a mesma coisa que ela?
Naquele momento...
O que menos importava era aquele momento.

Ela se despedira dele pra nunca mais sentir o que sentia.
Ela rezava baixo, pedindo a felicidade por mais alguns instântes.
Só por mais alguns momentos, pera enfim, poder despedir-se da mesma.

Ela à odiava.
Mas vivia como se não o fosse.

Ela não à odiava.
Na verdade, agora, não havia mais a menor, ou até maior importância.
O que queria, por incrível, era a solidão.

O despertar daquilo foi ao barulho do portão.
Ela levantou-se e foi tomar banho.

Aquilo?
Um sonho.
Ou um pesadelo.

E lá se foi, para mais um dia daqueles...

segunda-feira, agosto 21, 2006

Sem o Mesmo.

Um claro dia.

Que ainda nos avisa, o bom e o ruin, de estarmos vivos.
E eu, ainda pensando em ti.
Mas o que fazer, se agora é tarde, e estás gravado aqui dentro?
Te quero e basta.
Será que isso ainda não nos basta?

Cansei de te olhar e querer dizer, que te amava.
Te amo e pronto.
O por quê?
Pra quê, o por que?
E não há, pelo menos enquanto puder, como existir um fim.

É claro.
Impossível, não te querer.
Amor, amado amor.
O que nos seria, sem o amor?

O que nos seria, da vida?
Sem o Amor?

sábado, agosto 19, 2006

O que talvez, uma hora dessas, seria.

Amor.
Amor que move.
Amor que te move?
Amor que espera.
Amor que te espera?
Amor lógico.
Amor que sentes, lógico?
O que é, na verdade, o Amor.

Aquele com A maiusculo, que todos sonham em possuir, e não se deixar possuir.Aquele que todos querem ter e não pertencer à ele, aquele que dá vida, não aquele que a mata.O tão querido e estimado amor.O que faz do "eu te amo!", uma das frases mais bonitas.O que é o amor?O que sentes por ele/ela, é amor?O Amor.E quem é capaz de colocar esse sentimento em palavras?Em descrevê-lo com atos, gestos, frases, beijos e olhares.

Que é capaz de olhar para o outro e dizer:"Eu sei o que é o Amor".E eu não digo, o Amor de saber que se é amado/a, não, não, o amor no papel, o saber escrever até com erros de português, mas escrever o que é o amor.

O Amor, vamos ver, o que é o Amor mesmo?

Tente escrever sobre o Amor.
Não, não sobre a pessoa amada.
Digo, o Amor.

E quem foi que disse que essa fase tão bonita tem o nome de Amor.
E quem disse que a fase mais feia se chama ódio?
Quem, quem?
Quem estipulou tudo isso.
Que 'deu nome aos bois'.
E até agora não soube explicar...(?)

"O Amor é o sentimento mais sublime".

Não é isso que eu quero.Poesia, quem precisa dela?O teu/meu olhar não basta?

O Amor mata, cega, dá vida, te faz ficar sem respirar, sem conseguir falar, vontade de se entregar sem nem pensar, vontade de se jogar, de estar em qualquer lugar, mas estando com ele/ela, de poder gritar quando dá vontade, de falar o que vem á mente, de mentir descaradamente para não fazer sofrer, de olhar três horas sem parar enquanto ele/ela dorme, de poder sentir saudade dez minutos depois de se despedir, dá vontade de não largar mais, de viver por isso, de acordar por isso.

O Amor não tem nome.Nos dá, o nome que quer.

Nos sufoca, não nos deixa dormir, faz escrever coisas que uma hora depois sente vontade de apagar, o amor é o homem/mulher mais patético que existe, e o pior, eles se orgulham disso.O Amor é o que importa, o fazer amor completaria o acaso.

Ah!O Amor.

Rá, e quem disse que consegue viver só, sem amar e ser feliz?
Que atire a primeira pedra e se esconda em baixo da cama, sim?




Amor é a vida que te cerca.
O Amor é tudo aquilo que te faz sorrir.
E até, o que te faz chorar.

É ele que te olha.Abre a porta, e deixa o entrar.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Momento Branco.

Ah!Como poderia sem ti?
Seus erros e contradições.
Bastaria que me trouxesse flores.
Ou que me olhasse assim, com calma.
Para ser tua, e só tua.
Te olhar só faz o bem.
Como se conhecesse cada centímetro.
E cada parte escondida daí de fora.
E, um dia, de dentro.

Te quero porque sim.
Te amo porque nem há como não fazê-lo.
Me conquistastes antes que eu pudesse ao menos dizer sim.
Mas e agora, não há mais.
Te quero porque sim.
É calmo e suave.
Arrebatador e forte.
Vanenoso e curável.
O amor.
O só e junto, amor.

quinta-feira, agosto 17, 2006

A Maria Escritora.

Os dias acima dos seus, á fazia refletir.Sem motivo algum, ou, com motivos de sobra, ela revirava os cadernos, cheios de poeira, e procurava um único poema.Feito à mão, há anos atrás.
Feito para alguém.Um alguém, que hoje, se encaixava no diário, dos seus sentimentos.

Os dias, agora, desde que tinha se notado só, eram assim.Cheios de horas intermináveis e que nunca lhe ajudavam a crer em outros dias melhores.O nome dela?Ah!Sim, o nome era Maria.Ou na verdade, o nome é Maria, já que pelo que consta ela continua viva, morta-viva, mas ainda assim viva.

Certa vez...
Mas eles me perguntam: Por que você vai começar uma narração, como todos começam?
É, é bem verdade, que de todas as narrativas que eu já fiz, até hoje, nenhuma iniciava assim.Soa até meio infantil, não?Mas de qualquer forma, os por menores nem fazem diferança, respondendo a pergunta.

Bom, que seja, lá vamos nós.

Como havia dito, se chama Maria, ou sua graça é Maria, ou seu nome é Maria, ou o seu papai e sua mamãe lhe deram o nome próprio de Maria.Sem sobrenome ou nome do meio, ou composto.Maria.É preciso dizer mais?
A menina-mulher, que naquele dia procurava um de seus poemas, ohava aflita.Não era possível que havia jogado no lixo, um poema que hoje, no seu agora, fazia tão mais sentido, do que quatro anos atrás.É, a quatro anos, era ainda (ou ainda é?) uma criança.Menina, garota, moleca, infanto-juvenil, adolescente, que seja.Era imatura, e só pensava nele.Nem sabia o que era amor, mas já dizia-se apaixonada, e foi naquele momento, que fez o dito poema que agora procurava.

Entrou no quarto sem nem olhar quem estava em casa, e jogou as gavetas em cima da cama e procurou.Não encontrou.Procurou mais uma vez, e ainda assim, não encontou.Sentou-se na cadeira ao lado, e suplicava para encontrá-lo.Não adiantou, não encontrou.Arrumou tudo e deitou.Tentou com todas as forçar recordar o que havia escrito, mas era inútil, não teve sucesso algum.

Resolveu, reescrever o poema.Inútil, um poema escrito não pode ser reescrito, mesmo pelo próprio autor.Tentava chorar, mas nem isso adiatava, dificultava ainda mais.E ah!Ela só queria poder dá o poema, dá, como se nunca tivesse representado nada, além do que representava hoje.E parece que de propósito, não achou.Fez outro, e outro e mais outro, bons até, mas igual aquele não.Conseguiu até um melhor, mas era aquele, só aquele que resolveria a situação.

Desistiu, apesar de muito procurar, desistiu.

O atual namorado, o agora mais recente amor da sua vida, o que fazia planos e tudo o que precisa para alimentar uma relação, chegou, e ela deu, os cinco ou seis poemas novos.Mas pelos olhos do namorado/amor eterno, ela aprendeu, que na verdade, dá, os poemas, seja qual for, não é aconselhável.Ele pegou as folhas, dobrou e guardou.Não disse uma única palavra, só a beijou.Ela queria mais, uma escritora precisa de mais.O que ele não deu.

O que agora era o amor de sua vida, o homem que lhe amava, o pai de seus futuros filhos, perdeu o encanto.
Ela já o beijava de outra maneira, de maneira forçada.

Rompido.
Namoro, relacionamento, quase casamento rompido.

Meses só, novamente só.

Aquele menino, a inspiração para o tal poema antigo, é, ela o reencontrou.
E junto com ele, como brinde, um poema numa folha amassada.
Ele era o amor de sua vida, era e é.

Nunca mais se teve notícias do casal.
Só sabe-se que são felizes, enquanto durar, e os filhos?Futuros escritores.

Visitas desde Março-2006.