sexta-feira, setembro 29, 2006

"Pra te acompanhaaaaar."

E é, sim!

Eu o amo; amo como me amo, amo mais do que amo.


Foi ele sim!

Quem me mostrou o sossego, a euforia e o amor verdadeiro.


Clichê?

Ora, sim, mas fazer o que, se todos os amores reais e fortes, levam um pouco de clichê, nas frases.

O que seria de nós, e do amor, sem o clichê, que vende alí na esquina?

Hein?

quinta-feira, setembro 28, 2006

Mente sem nada, corpo sem tudo.

Nem o que poderíamos querer; nos tiraria o amor.
Volta ao mundo, em três horas.
Volta à vida em cinco minutos.
Momentos nostálgicos, com cheiro de chuva.
E você?Oh!E vocês?O que farão?Irão?

Hoje a tarde chuvosa com cheiro de mato, em plena área urbana, me inspirava a sofrer.
Como bobos somos; nós os humanos, não?
Cheios de terecó-tecos [como ele já disse.], suspirando por algo, que huuum, nunca existiu.
E essa crise mental que não passa?
Essa falta de luz no momento da escrita?
Isso, em facto, nunca ocorreu.
Não, o fato, de não ter o que escrever, mas o fato te ter e não conseguir "colocá-lo para fora", se é mesmo que poderia descrever assim.
Mas em realidade, não quero colocá-lo pra fora, mas sim para dentro, do computador, da folha; existe dentro da folha?Ou somente, por cima, estrutural da folha?
Existindo ou não, a crise me ronda, e a folha me olha, e o teclado canta ao invés de trabalhar.
Subindo e descendo teclas?Não, não, só o mouse se mexe, o resto; acompanha.

Nunca, mas nunca mesmo, sabe?Minha avó diz que nunca se deve dizer nunca; mas nesse caso, o nunca se enquadra bem.Nunca me aconteceu isso.Na verdade nem acontece à mim, mas ao pobre coitado do blog que anda às moscas, com nada de interessante pra ninguém ler.E quando foi que fiz algo interessante aqui?Ora essa!Creio que nunca, falo de mim e de mim, e nada de interessante há aí.Ou, até mesmo, será que há?

Não sei, mas acho que a crise mental, afeta os dedos, os olhos, o corpo em si.Vontade até tenho, mas não me apetece escrever, sobre algo constânte, firme...

Ando lendo "O Homem Duplicado" de José Saramago.Vai ver que é isso, o livro é um dos melhores que já li, ocupa tanto minha mente que mal consigo falar de outra coisa, ou escrever sobre outra coisa.E bom, época de provas não ajuda muito.A não ser que queiram ler sobre, a revolução america, mas creio que não.

Bom, a falta de inspiração doi ás vezes, sabem?Como agora.É muito triste ver que nada vezes nada é o sentido desse texto.

Ah!Querem saber?Vou ler, estudar, pensar, algo, além de escrever.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Entrando ao Sol, com a luz da Lua.

Vontades súbitas em puro irrealismo lhe cortavam a mente naquela manhã.Ela conseguia pensar, mas ao mesmo tempo, não conseguia.Fazia força para recordar nomes e rostos, mas ainda assim, sua pesquisa era em vão.

Preparara um bom café da manhã, com frutas e cereais -como nunca o fizera-, e deitara para ler.Lia e relia páginas sem entender, como se algo a inspirasse a escrever ao invés da leitura.Foi o que fez, pensando nele, pensando em como lhe diria sobre o começo do fim, sentou-se à escrivaninha de mogno, e colocou-se a escrever.Sentia a vibração do corpo com o peso em todos os dedos.A letra falhava e a caligrafia não a ajudava.O telefone tocava, e a perturbava.

Tentaria ir com mais pressa, porém, nada lhe faria conseguir essa proeza.Sentou-se e pegou o fone, suspirou esperando resposta, e ao fim, era engano.Levantou-se com firmeza mesmo com os joelhos reclamando.Passou a mão nos cabelos negros e os enrolou num coque.Parou em frente à janela e olhou o tempo, pensou em como ele corria sem lhe dá tempo, ao tempo.

Casa vazia, olhares pela rua, ao amanhecer.Naquele dia, ela havia acordado com desejos que a muito tempo, não sentia.Sentou-se no chão, à espera da querida inspiração.Mas ela não veio.Levantou-se e recolheu o lixo, levou para fora e lavou as mãos.De nada adiantou.Resolveu sentar-se mais uma vez com a folha branca e limpa na sua frente e a caneta gritando por socorro.

Sentiu as lágrimas vindo e não entendeu o porquê.Ele a amava, mas isso não lhe permitia sentir o mesmo.Era assim, que iria começar a carta, ou terminar; ainda não sabia.Concentrou-se em cada palavra, pontuação e coerência.Nada até hoje, que ela já havia escrito, havia coerência.Mas aquela carta haveria de ter.

Escreveu e por fim, assinou.Chorou mais um pouco, seguiu rumo ao banheiro nublado pelo tempo ruim, sentou-se no chão e sentiu a água escorrer por cada centímetro de seu corpo.Sentiu o frio descer pela cabeça até os pés.E agradeceu por isso.

Arrumou-se e pegou o carro.Deixou a carta na porta da casa dele, e seguiu rumo ao Sul.O caminho seria só e triste.E foi, era assim que ela planejara, o mundo colorido que ele havia feito ela degustar, estava escuro e só.Como ela também já planejara.Se foi, e nunca mais se teve notícias.











P.S:Esse é o contexto que a carta do post anterior foi feito.
É só ler, e tentar entender.

domingo, setembro 17, 2006

Muito longo, demasiadamente longo.

(...)

"Na verdade, amor, eu sei que não perdoarás, mas vou, vou indo e vendo em como e onde vou chegar.Te amo e te amei, os dias, os meus todos e inteiros dias, de minha vida.Mas ainda, como um pássaro preso, me sinto.E vou, a voar por onde ainda não voei, se um dia houver perdão, que seja sincero, se não...Te amo, amo como nunca o fiz.E como sei, nunca hei de fazer.A vida é curta e te espero ao longo caminho que a encurta."


(...)



E assim, ela foi, e sabem?Nunca mais voltou.
























Isso apenas, saiu voando da minha mente até o teclado.
Mas simplesmente não tentem identificar comigo ou minha vida, é apenas um trecho de uma carta que não tem começo ou fim, de alguém que nem conheço.

Bom-dia.

quinta-feira, setembro 14, 2006

(...)

Menina, seja feliz.

(...)


Ela o queria mais até do que a mesma.Tomava chá de camomila e ouvia Ramones.Pensava nele com os pés em cima da mesa, querendo ler, mas sem conseguir.A tarde havia sido bastante cansativa, e ela só o queria por perto, colocar a cabeça no ombro dele, e falar besteiras, ou até melhor, não emitir som algum, só, o de sua respiração, depois fazer algum comentário sem nexo, ouvir as gargalhadas dele, e o beijar, beijar como se pela prmeira vez.

Queria terminar o chá, que agora frio, levantar e conseguir definitivamente terminar o livro que agora, era quase sua missão.Ramones já não surtia efeito algum em sua cabeça, apenas aos ouvidos.Prendia e soltava os cabelos, por impaciência.Olhava as unhas e lembrava dos mais absurdos que já havia vivido.

Lembrou de anos atrás, e bebeu o último gole de chá.Satisfeita consigo mesma.Olhava as flores dos vizinhos e ouvia outra música que nem ao menos, identificava.Não havia nada para fazer, e ela já se acomodara.

Olhava os pés, quando teve a súbita vontade de dançar, entrou no quarto, trancou a porta, e por mais cansada que estivesse, ainda havia espaço e como dançar, mexia o corpo para frente e para trás, rolava a cebeça no sentido dos braços e sentava no chão.

Queria tanto abrir os olhos e consegui andar, mas não podia.Arrastou-se dali, até a cama, e deitou-se, com a mais pesada grama de seu corpo agradecendo, e dizendo que da próxima vez seria mais forte.Fechou os olhos com força, e os mesmos ardiam, viu um filme na parede do quarto, o seu filme.

Ás vezes, é muito gratificante.Perceber que não se é, apenas mais um alguém.

Olhou o tão estimado teto, e desabafou.Os pés, em forma de perdão, exigiam não suportar o peso do corpo, mas ela já levantara.Indo se servir de mais chá, como por naturalidade, como se sempre estivera alí, com o chá a olhando e a admirando por tão menos.

Espera vê-lo, mas sabia que não aconteceria.Largou a xícara com chá pela metade e retornou à cama, adormeceu.

E naquela tarde sabia, o amava, amava com sempre, até por muito mais.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Dinheiro em lauto e Vontade acovardada.

Escrúpulos, quem os tem, nos dias de hoje?Você?Eu?Eles, acima de nós, em Brasília?Escrupuloso, era o que diziam sobre ele, nosso querido presidente, que agora, prestes ao poder, mais uma vez.Reeleito, vocês, como eu, já não vêem os anúncios nos jornais e revistas, na mídia que, assim como o fez afundar, hoje o faz flutuar.

Nos mostrou o que o inteligente e cético presidente disse não saber, e hoje nos mostra quatro anos de feitos e mais feitos.Em uma, as críticas, que sabemos nunca afetará em nada e figuras do antes e depois dos maravilhosos avanços da ciência; as plásticas.Em outra os maravilhosos projetos que ajudam até hoje, milhares de famílias.Mostram o pobre operário -que hoje, não faz mais tanta questão em dizer- , mostra o dinheiro que o povo recebeu, mas que nós sabemos, a maioria ainda pensa que pobre morre pobre e rico só enriquece mais, com o tempo.Por isso e por mais, o país não muda, não se desenvolve.

A corrupção vive e reina como um rei com sua coroa mandando e desmandando.O egoísmo daqueles que querem o poder para encher as cuecas de dinheiro, e no entanto, prometiam um futuro melhor.Comprando balas para as crianças, beijando as mãos dos miseráveis e limpando depois, sem que ninguém os note.São esses o que queremos representando, e liderando a pátria?

Em quem votar?Já não é estranho que não possamos confiar em nenhum deles, porque na verdade, nunca poderemos saber o que eles farão ou não, em fato.O lasso na fronte escrito em letras vermelhas, do povo surrado que ainda acredita no dia melhor, na inclusão que, dependendo dos queridos e admiráveis políticos, nunca irá acontecer.

O voto nulo, o voto em branco?Recorrer à isso, na verdade nada mais é que renunciar a menos pior das escolhas, é colocar o presidente reeleito, alí, no palanque, agradecendo.Confesso que já pensei em optar por isso e sem culpa deixar que mais tarde o meu voto, ajude ou atrapalhe em algo.É certo que, já não acredito que o Nosso voto possa mudar o país, se é a mídia que coloca o candidato que temos ou não que votar, e é mais certo também, que não adianta, tudo, nem nada, nem palavras, ou frases, Lula será reeleito, apenas se um milagre caia sobre nós.

O circo, o picadeiro, os palhaços e a platéia, é isso o que somos e representamos hoje.Uma política militarizada aqui, por pouco poderia ser a solução.O radicalismo não abre portas e não mostra resultados, então...O que faremos?O que será de nós, além de habitantes do país sub-desenvolvido e blá-blá-blá?É isso, apenas isso que ainda queremos ser?

Ora, não sejamos hipócritas ao ponto, de nos acomodarmos à frente da televisão, rindo dos canditados, e votando nos mesmos, lá, na hora, à sós, depois veremos quem votou em quem, e saberemos de fato, que o Lula é o querido.Por que não se fazem mais cantidatos como antes?Sem a sede do dinheiro?E a vontade de manter o rosto como novo.A geração de hoje, a minha geração, é rancoroso, mas ela não se move, na maioria, nem sabe o que acontece, nem na verdade, o que é uma CPI, ou o que possa parecer corrupção além, de roubo.

Inevitável, ouvimos sempre dos jovens, da geração 2000, que não irão votar, pois, para quê?se não é obrigatório antes dos dezoito, ora, ora, se movam, façam algo, estudem o que acontece com o país em que vivem, além de só entrar no orkut e msn e também querer ser popular dentro de quatro paredes, que chamamos de colégio.Isso, tudo vai acabar, a faculdade vem aí, e vocês nem votar vão...O mundo não é só o Seu Mundo, o mundo está além do que te preocupas.

A época da ditaduta militar, é uma que mais me traz admiração, apesar das torturas, dos exílios, e das ideologias, eu adoraria ter vivido nessa época, onde os jovens acreditavam que mudaraiam o mundo, e não como é hoje, uma piada, para muitos de vocês.É fato, vocês nem mesmo acreditam que podem mudar o mundo, mudar seu país, o que fazem ainda lendo esse artigo, que não acrescentará em nada, em seu vida social, e acima disso, não mudará em nada, seu pensamento.

O que querem da vida?O que será de nossas vida, se por favor, não nos mexermos agora?E o depois, o amanhã, nas nossas mãos?Ah!Não me venha com isso.Se depender de vocês, sedentários em frente ao computador, me desculpem, o Brasil cairá em um buraco negro e de lá, todos gritaremos e ninguém ajudará, ou até ouvirá.O que fazem?O que acham que fazem?Estúpidos alienados ouvindo músicas que nem entendem, falando em gírias, escrevendo como débies e usando roupas com oncinhas e franja na cara.

É isso o que seremos?Nossa, obrigada, infinitamente obrigada por esse futuro, porque eu só, não posso fazer muita coisa.A política está aí, nos olhando com ar de deboche. pintando o nariz de vermelho e cantando ilári lari iê.Procurem, pesquisem, a internet não é só orkut.Vejam o horário reservado aos políticos, por mais chato que seja, e até mesmo só para esperar o horário da novela das nove.Vejam o jornal, leiam, estudem, sejam melhores do que parecem ser.Mirem na revolução dos estudantes, eles, se corroendo, hoje nosso pais, devem ter vergonha de ter filhos, como nós, acomodados.

O Lula será reeleito, basta você fechar os olhos e ver.O nosso dinheiro, para plásticas e a nossa inteligencia; subestimada.


Apenas, se é isso que querem, ok.

O que faço eu, escrevendo para ninguém?


Grata peloe presente e o futuro nem tão promissor.

sábado, setembro 09, 2006

O que poderia ter sido sem, hein?

Incrivelmente uma conversa no msn, consegue me deixar saudosa.Voltar a ser criança em dez minutos ou menos, hein Nessa?É, é, aquela foi sim a melhor época, podíamos falar mal dos homens sem rancor algum, ou defende-los sem nenhum propósito.Ah!E quando eu caía lá?E as conversas no meio da aula, os filmes, os bilhetes e os olhares de reprovação.Cultura Inglesa realmente deixou saudades.

Anos e mais anos, terças e quintas, amadas e odiadas.Escadas, reformas, banheiros e espelhos.Os professores, os amigos que alí fizemos, e principalmente o carinho que hoje temos, uns com os outros.Os anos passaram e muita coisa que nunca esperaríamos acontecer, aconteceu, a Dani dando em cima do Tio Rafinha, aliás, todas nós dando em cima dele (HAHAHA), os meninos com cara de quem não estavam nem aí, as pessoas que entraram e sairam de nossas vidas como se nem existisse.E na verdade, o Nós sempre continuou alí.

Seis anos, sete anos.Festas e mais festas e desculpas para faltar a aula.Eu só posso agradecer por ter entrado na vida de vocês, amigas.Dani, Maria e minha amada Dona Cupido; Nessa.

E é verdade, acabamos todas, nos interessando por alguém alí, e como fomos crianças.
E como sorrimos alí.Aquele lugar que a cada ano mudava de certa forma.

Foi sim, foi mais que perfeito.

Ter vocês do meu lado, aprendido, indicado e recebido indicações de livros e filmes, foi o melhor!As conversas com a Maria, as brigas e os dramas com a Dani e as confidências à Nessa.

E é, principalmente ter tirado dali, o que hoje me faz mais que tudo, feliz.O que hoje chamo de Vida, é, Rodrigo, é...

O dois últimos níveis, vão ficar aqui dentro, guardados, passe o tempo que for.

E Nessa, essa foi a melhor conversa que já tivemos, amiga.



____nessa barros____=)~ diz:
e não tiraria e nem botaria nadinha também.
Sra. xbrasil © diz:
as melhores e piores terças e quintas das nossas vidas.
Sra. xbrasil © diz:
ain.
Sra. xbrasil © diz:
era muuuito bom.
____nessa barros____=)~ diz:
foi tanta historia ali que nossa! ainda vamos faze uns livros sobre isso porque só em um não cabe tudo.


*Não, não cabe mesmo.Vocês reclamando era a melhor parte das minhas tardes.

Realmente e sinceramente, obrigada.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Pátria Amada.

Políticos patéticos.
Idéias revolucionárias que não sairão do papel
se é que lá constam.
Promessas irredutíveis.
Vontades supremas.
Um, dois, três feitos.
Utopia mundana.
Com sede de vida?
Povo, miséria e multidão.
Votos e mais votos perdidos.
Quem vai ganhar?
Ora, ora...
"O povo merece o governante que tem."
"Vocês eram felizes, e não sabiam."
O que nos espera?
O que no mostra no dia-à-dia.
Está nas nossas mãos?
Um terceiro, quinto, sexto cantidado
se existisse, receberia meu voto.
O menos pior de todos.
O menos pior que não irá vencer.
O buraco cresce dia e noite.
E nós entramos nele com orgulho.
O país não vai pra frente.
O dinheiro move tudo.
Os sanguessugas da moeda.
O passado no futuro.
E você, onde você fica?
O que você tem direito?
Quais tuas obrigações como brasileiro?
"Que país é esse?"
Corrupção que dá dor no estômago.
E vontades de quebrar a TV.
O que vocês farão por nós?Seus irresposáveis?
O Brasil...O Brasil.
Teu país, meu país.
Nosso país.
Orgulhosos?
Quando os netos dos meus netos, tiverem filhos.
Hoje?Amamos o nosso chão?
O dia 7 de setembro, foi o que mesmo?
Alguém sabe?Ah!Claro a TV nos disse.
Apenas mais um feriado.
Mais um dia sem rotina, só dormindo.
Que belos patriotas.
Oh!Bela Pátria!
O que somos nós, além de telespectadores?
Além de bondosos pagadores de impostos.
Que rendem viagens e cirurgias plásticas, nos nossos queridos representantes.
E a revolução dos estudantes?
E a ditadura?
O que faço eu, além de escrever?
Nada.
E você, além de ler?
Nada.
É, Brasil.
Cercado de revolucionários.
Mas talvez, um dia
o orgulho de ser brasileiro, nos torne um pouco melhores.



Me disseram que sonhar,
Era ingênuo, e daí?
Nossa geração não quer sonhar
Pois que sonhe, a que há de vir.

(Oswaldo Montenegro)

quinta-feira, setembro 07, 2006

Tartufo.

O que nos restaria além, de esperar?
Vida, amor e morte.
Morte além da vida vivida.
Caminhos acima do céu púrpura.
Espaço infinito, com fim.
O que fazes, nas manhãs de domingo?
Além de esperar, que o finito dia acabe.
O nos que move, nos ama?
Nos dias de hoje.
O que se lê?
Leitura, cultura, esta literatura.
Folhas, brancas, amarelas, imagens retorcidas na mente.
O que nos faz, ainda crer?
No dia melhor.
No escuro clareando.
No fim do túnel.
O que te faz, envelhecer?
Os anos, dias e horas?
Pensamentos e questionamentos?
Vida.
Vontade de suprí-la com outras.
E teus amigos, onde se encontram?
No fundo da gaveta, ou do armário?
No teu mais profundo teu.
O esperar, confunde.
O que fazer, nos deprime.
O que amamos, nos ama.
O que se lê, dá a vida.
O que cremos, nos ativa.
O envelhecer, assusta.
Os amigos, se foram, vão e fim.
E os teus questionamentos, sem idéias e revolução
nunca valerão de nada.
Quiçá, te ouçam.
Quiçá.





(...)

terça-feira, setembro 05, 2006

O Nosso Mundo.

Aquela menininha que corre entre as flores azuis, hoje chega me olha nos olhos e pede a boneca de volta, eu, sem nem ao menos me preocupar, não a devolvo.A vejo chorando, e me chamando de má, corro atrás da mesma, devolvo a boneca e penso no que fui um dia.

Nas bonecas degoladas e nas bonecas penteadas, nos novos penteados e da história de vida, através de uma casa de bonecas de alguns centímetros.

E hoje?A vida me faz através de um homem, o que amo, o que admiro, apesar dos pesares.

O nosso mundo?Nós já o possuimos, apenas ainda não o percebemos.

sábado, setembro 02, 2006

A Noite, O Dia e A Madrugada, onde? Casa, casa e casa.

Dia sem namorado, é sempre triste, não é?Não sei o de vocês mas o meu é.Apesar de acordar de madrugada ás oito da manhã, ir à crisma que graças, Senhor!Acabam em dezembro (mentira grande, eu até gosto de estar lá), ir ao shopping de fresquinho, coisa que aí sim, não me agrada, ônibus com ar refrigerado até pode parecer legal, mas bom não é, balança, treme e não deixa a gente se concentrar num só pensamento, como os outros do mesmo estilo fazem só que sem ar refrigerado.

Andar e andar, comprar e comprar, e nossa, nem isso me ajudou a suprir a necessidade de ter ele alí do meu lado, é amor, só amanhã, só amanhã...Segredo:a única hora em que ele saiu um pouco da minha agitada cabeça, foi com um suuuper hamburger, e um suco de uva com gosto de caixa, mas que meu Deus, me faz delirar.Nem precisava da maioria das coisas que comprei, mas quando vi, já estava saindo da loja jurando que não compraria mais nada, e sem perceber, entrava em outra loja.É, realmente triste a vida de uma viciada e compulsiva.

Depois mais uma vez, naquele ônibus mais refrigerado que o outro, e sem saber onde descer, perguntei para uma senhora que só faltou quebrar a janela e me jogar dalí, como os idosos estão agressivos, falta de carinho, isso, só pode!

Almoço de sabádo na casa da bisa, comendo até não conseguir mais respirar, pela tarde, o tédio e a gripe.É, isso aí amiguinhos, além de não ter ido ao Se Rasgum no Rock, ver The Feitos, Madame Saatan e Cachorro Grande, a gripe, vem me visitar.E bom, até agora, ela não me deixa em paz, e é bastante provável que ela continue assim, até amanhã.

Que chato, que tédio.

Não ter nem inspiração pra escrever algo que preste no blog, e abrir minha intimidade assim.Ah!Por falar em intimidade vocês já notaram que a próxima edição do BBB vem aí, nossa que porcaria, hein?Pessoas alienadas, vendo um monte de trouxas fazendo besteira e xingando uns aos outros toda noite, e é, ainda tem gente que compra um pacote para ver o dia todo.Prefiro meus livros, sabem?Páginas brancas com cheiro bom, letrinhas menores e capítulos muito mais interessantes.

Eras, que falta que o Seu Rodrigo Brasil faz.Que falta.Essa hora ele não estaria mais aqui, é certo, mas pelo menos eu poderia ter o visto, beijado e etc.E agora, com Corinne Bailey Rae tocando, não ajuda nada, "You like star..." aí, aí.

E essa vontade de pegar um ônibus e ir pra lá, gritaaaar atééé a gripe passar.Aliás, qual ônibus pega pra ir lá?Hum, deixa pra lá, com essa gripe e com essa cara de morta, não vou a lugar nenhum.

Hum, e The Rapture também não está me animando, nem me fazendo parar de espirrar.Eu duvido que alguém leia esse post até o fim, abri minha mais íntima intimidade (rá.) para nada.

Tudo bem, tudo bem, não os obrigo.

Vou me recolher a minha insignificância no momento, e ir deitar.Ou não, ah, noite sem namorado é isso a gente nunca sabe o que vai fazer.

Nanaaaaaaaaaaaaaaaaaa, amigo, me liga, me chama pra sair com gripe e me tira daqui.

E agora um Naldecon Noite (é eles me pagam sim pra fazer comercial aqui no blog!) pra aliviar, ou piorar (a partir de agora, eles não me pagam mais, ok?).

Boa noite e ótimos sonhos, aos senhores que tem a capacidade de não ficar em casa aos sábados.

Mas podem deixar, próximo fim de semana eu vou estar por aí, e vocês, em casa, com gripe tendo que ver Zorra Total, boa sorte.

sexta-feira, setembro 01, 2006

O dia, o Dia.

Dormi com o gosto na boca.O gosto do beijo, o gosto da paixão que se divide em lábios, dia após dia.

Ontem a noite, foi bem difícil, só foi menos pior que os outros, porque eu consigo te amar mais do que qualquer pensamento rápido, ou besta.

Sabe, mais uma vez, você conseguiu com palavras, me deixar segura, me fazer ficar com um nó na garganta, com vontade de chorar, de te beijar e dizer que te amo, muito.

O engraçado, é que não há mais, como ver minha vida, sem estar ligada na sua.Não pensar no que vou fazer durante o dia, sem pensar a que horas vou lhe ver.Nem como seguir, sem você do meu lado, me apoiando, dando bronca, rindo, com esse sorriso lindo, me olhando desse jeito que só você sabe e nos amando.

O mais importante; nos amando, nos completando, suprindo as necessidades de cada um.

Não sei, até hoje, depois de quase oito meses, ainda não consegui descobrir, como foi pra acontecer tudo isso.De um relacionamento, que juro, pensava não ter futuro, até indo mais longe, de algo que nunca pensei pudesse um dia ser um relacionamento.Não um qualquer, mas o nosso, O Relacionamento.

A cada dia que passa, eu vejo teus defeitos, e só consigo me apaixonar mais, até por eles.

E é, é sim, Rodrigo, eu espero e sei, que o meu futuro, é com você só com você.


Eu te amo, seu besta.


E é só o que quero, e preciso, estar com você, agora e sempre.

Visitas desde Março-2006.